Spitze-Hacke?????

Outro dia eu estava conversando sobre o blog com a minha esposa, falando do feedback que eu (às vezes) recebo e dizendo como eu gosto de escrever sobre carros, corridas e tudo o mais que envolva velocidade em um veículo de quatro rodas.

Bem, ela finalmente deu uma olhada no blog e soltou “Ah, legal…parece estar bem feito, bacana”. Depois, com um olhar meio crítico, disparou: “Mas e esse título hein? Por que você não troca? Não tem um nome mais fácil não pra você pôr?”

Aí eu me dei conta que, até hoje, não expliquei sobre o que se trata o meu título. Embora aqueles que falem alemão – e gostem de automobilismo – vão entender na hora, a maioria deve ficar com as mesmas impressões passadas pela minha mulher.

Pois bem:

Uma das técnicas mais importantes que são aprendidas durante um curso de pilotagem, é a técnica do punta-taco. Chegando nas curvas, para o carro não perder giro, o piloto faz uma acrobacia usando os dois pés e a mão direita para reduzir a marcha sem ter de frear.

Explico: Chegando à curva, tira-se o pé do acelerador e pisa-se no freio; um pouco antes do final da freada, o pé esquerdo aciona o pedal da embreagem e rapidamente a mão direita faz a troca de marchas, enquanto a esquerda continua segurando o volante. Com o pé direito ainda no freio, diminui-se a pressão sobre esse pedal e somente a ponta do pé (daí o nome ‘punta’) fica no pedal do meio, enquanto que a outra extremidade do pé, o calcanhar (tacco) pressiona o acelerador.

Veja o mestre em ação, fazendo punta-tacco num Honda NSX no Autódromo de Suzuka:

E o que o Spitze-Hacke tem a ver com isso? Ora, caro leitor, tudo. Esse é o sonoro nome dessa mesma técnica em alemão.

Spitze-Hacke é o mesmo que Heel-And-Toe (em inglês) e  Punta-Tacco (em italiano). Pegamos emprestado o nome dos italianos. Eu resolvi fazer uma homenagem aos alemães, afinal, eles são a pátria da Porsche, BMW, Maybach, Mercedes-Benz, Audi, VW e Michael Schumacher, além de inúmeros outros pilotos talentosos; além disso, fica na Alemanha o circuito mais eletrizante de todos: o Nürburgring.