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Besouro Elétrico

Que Prius que nada! Antes mesmo do lançamento oficial - no Brasil – do carro que virou sinônimo de automóvel “verde” e “ecologicamente correto”, o Toyota Prius (cuja estreia está sendo adiada há pelo menos 3 anos e deve ocorrer em outubro próximo), um mecânico de Manaus (AM) anunciou a construção de um Volkswagen totalmente elétrico. O “Eco-Fusca”, como já está sendo chamado, chega a uma velocidade de 168 km/h e sua bateria tem autonomia de 200 quilômetros roados para cada cinco horas de carga. O pai do fusca sustentável se chama Alex Lopes Soares, 41. “O meu Fusca é ano 1986, e roda movido a baterias de lítio; para carregá-lo é só ligar um cabo a qualquer tipo de tomada e deixar por cinco horas”, explica Soares.

“Esse modelo que estou guiando está sendo construído desde janeiro; adaptei todo o funcionamento dele da combustão para a eletricidade”, elucida. “Mas tenho desde criança o sonho de andar num carro que fosse recarregável”, jura o mecânico, orgulhoso da “cria”.

Soares estima que, durante o processo, gastou mais de U$ 30 mil na adpatação do carro.

Há um canal especial no YouTube inteiramente dedicado ao EcoFusca:

http://www.youtube.com/user/ecofuscamanaus?feature=watch

Sucessor do Veyron será Flex

Apresentado de maneira oficial pela marca francesa em Molsheim recentemente, o carro terá carroceria sedã e será denominado Bugatti Galibier 16C. O veículo deverá entrar em produção durante esse ano. No entanto, sua comercialização se dará somente em 2013.

Só para sorrir – dentro do possante, é claro – o sujeito terá de desembolsar 1,3 milhões de Euros. Não posso nem imaginar por quanto ele será vendido aqui, o que, chuto eu, acontecerá lá por 2014. Cinco milhões? Seis milhões? Sete? Algo me diz que não será muito menos do que isso…

Assim como o Veyron, o Galibier é inspirado no primeiro bólido da marca possante, o Type 35.

Bugatti Type 35 de 1924

O carro terá um visual bonito e classudo, e o sedã de quatro portas trará a grade em formato de arco que é típica dos Bugattis. Embora nem todos gostem do Veyron, o Galibier será, em termos estéticos, um upgrade. Embora em termos mecânicos ele fique um pouco atrás de seu predecessor. O propulsor será o mesmo W16, mas com 200 cavalos a menos: o motor do Galibier terá 800 cv de potência, e seu combustível poderá ser tanto gasolina quanto etanol, transformando-o no primeiro superesportivo flexfuel. Aliás, acho que não existem nem “esportivos” que sejam flex… Porém, sua velocidade máxima deverá ficar na casa dos 360 km/h, bem distante dos 409 alcançados pelo Veyron. Mais distante ainda dos 431 km/h atingidos pelo Veyron Super Sport.

Mesmo tendo um visual elegante, trará algumas bizarrices. Por exemplo: o monstruoso motor será dianteiro, e o capô que o protegerá será bipartido. O vidro traseiro, acompanhando a tendência, também será dividido em dois. E o carro possuirá nada menos do que oito escapes, quatro de cada lado!

As linhas externas do carro, que podem ser classificadas até de chamativas, contrastam com a sobriedade e o minimalismo interno. No painel central, apenas um relógio Parmigiani que pode ser retirado de seu orifício e usado diretamente no pulso.

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Agora, depois de ler tudo isso e olhar as fotos, provavelmente o leitor mais atento percebeu o que é o Galibier: Um Porsche Panamera incrementado e com muito mais luxo (e um pouco mais de potência).

Os mitos automotivos da minha época

Quando eu era pequeno, já tinha adoração por carros, e sempre que ganhava carrinhos de “matchbox” (os Hot Wheels de hoje em dia), eu gostava, diferente de meus amigos, de saber que meus carrinhos eram modelos que existiam na vida real. Já sabia o que era bom nessa época, e minha paixão pela Lamborghini Countach, pela BMW M5 e pela Ferrari Testarossa nasceu em inocentes brincadeiras de bate-bate entre carrinhos de matchbox (às vezes eles eram esmagados por um martelo de cozinha também, é verdade).

Porém, os primeiros carros reais, daqueles que eu via na rua, que causaram uma impressão em mim foram o Escort XR3 e o Gol GTi. E digo mais: ainda que o GTi fosse mais potente e mais veloz (era o carro mais rápido do brasil, com motor 2.0 de Santana ‘o único com injeção eletrônica’), sempre preferi o visual do XR3.

Para matar as saudades, coloco aqui duas propagandas de época, uma do Escort e outra do Gol. Em uma delas, há até um personagem familiar…

Só na parceria…

A grande notícia do dia do mercado automotivo mundial é o anúncio da aliança GM-PSA (Peugeot Citroën).

De acordo com informações da Reuters publicadas às 14h15,

“A unidade europeia da General Motors, Opel, anunciou nesta quarta-feira que o grupo norte-americano formou uma parceria estratégica global com a francesa PSA Peugeot Citroen, com foco no compartilhamento de plataformas de veículos e em compras conjuntas.

As montadoras afirmaram que a PSA vai levantar cerca de 1 bilhão de euros em um aumento de capital e que a GM vai ficar com uma participação de 7 por cento no grupo francês.

As empresas vão explorar áreas para novas cooperações, como logística integrada e transporte.

General Motors e PSA esperam que as sinergias a serem criadas com a aliança sejam de 2 bilhões de dólares anualmente dentro de cerca de cinco anos”.

Veja outras parcerias, fusões e alianças entre marcas automotivas:

As duas grandes do mercado funcionam como grupos de marcas, e isso é assim desde a década de 1950:

Dessa maneira, a Ford engloba a divisão de luxo Lincoln e costumavam deter a divisão de carros mais simples Mercury, sendo que o posicionamento de mercado da marca Ford ficava num intermédio entre as duas marcas. Em 2011, a Mercury foi descontinuada. Em 2000, o Ford Group comprou várias grandes marcas e passou a ser o proprietário da Land Rover, Jaguar, Volvo e Aston Martin. O grupo ainda possuía 25% da Mazda e 10% da Kia Motors. Nos 7 anos subsequentes, porém, vendeu a Land Rover e a Jaguar para os indianos da Tata, a Volvo para os chineses da Geely e ficou com 3,5% da Mazda e cerca de 5% da Aston Martin. A Kia é hoje totalmente sul-coreana e propriedade da Hyundai , que, por sua vez, nos anos noventa era, em parte, propriedade dos japoneses da Mitsubishi (18%). Em 2008 a Ford comprou a indiana Mahindra.

Já a GM possui mais subdivisões: a divisão de alto luxo Cadillac, a divisão de médio luxo Buick, a divisão mais simples Chevrolet e a divisão de picapes e caminhonetes GMC. As marcas Saturn e Geo, duas divisões de carros médios, que ficavam mais ou menos no mesmo patamar da Chevrolet, acabaram por desaparecer, respectivamente, em 2010 e 1997. Em 2004, outra das tradicionais marcas do grupo, a Oldsmobile, também desapareceu.Por fim, em 2010, foi a vez da Pontiac, marca da GM dos célebres GTO, Trans-Am e Firebird, ser fechada. Na Europa, a GM é dona da Opel (assim como das subsidiárias gêmeas, a australiana Holden e a inglesa Vauxhall), e costumava possuir ações da falida sueca, SAAB.

A terceira grande empresa automotiva americana, a Chrysler, também possui subdivisões. São elas a Dodge e a Jeep. No passado, uma série de outras marcas foi produzida pela Chrysler. A mais famosa era a Plymouth, que deixou de existir em 2001.

Em 1998, a  DaimlerBenz comprou a Chrysler. A marca alemã já possuía a marca de altíssimo luxo Maybach e a marca de carros superhipercompactos que parecem brinquedos, Smart. Em 2007, eles decidiram que a Chrysler trazia mais prejuízo do que qualquer outra coisa, e colocaram a marca americana à venda. Em 2009, a Chrysler foi adquirida pela FIAT, e com isso, os italianos agora detém, por tabela, todas aquelas marcas do grupo. A Fabbrica Italiana ainda possui as marcas Alfa Romeo, Lancia, Ferrari e Maserati.

Os alemães da Volkswagen são donos da Audi, Lamborghini, da tcheca Skoda, da espanhola Seat, da Bentley e  da marca de supercarros francesa Bugatti. Os bávaros da BMW são os donos da Rolls-Royce e da Mini.

Na França, a Peugeot e a Citroën, que acabaram de ser compradas pela GM (ler notícia acima), se uniram em 1974, quando a Peugeot comprou 33% da Citroën. Sobrou para a Renault, que em 1999 se uniu aos japoneses da Nissan (e de quebra à marca de luxo Infiniti). A Renault também é proprietária da romena Dacia, e aqui no Brasil comercializa seus automóveis Sandero, Logan e Duster.

Na terra do sol poente, a Honda possui a marca de luxo Acura (vendida em todo o resto do mundo exceto por aqui, parece), e foi a primeira a lançar uma iniciativa assim, em 1986. Sua arquirrival Toyota seguiu seus passos  e em 1989 lançou a Lexus. Depois, em 1992, comprou a maior parte da Daihatsu e em 2002 lançou a marca-jovem Scion.

Ainda do Japão, a Suzuki seria a “amiga da rapaziada”: já se juntou a praticamente tudo que é marca, e fez parceria com GM para produção de carros nos mercados europeu, britânico, americano, canadense, neozelandês e australiano; com a Fiat para produção do Sedici na Europa (vendido por aqui como Suzuki SX4) ; com a Subaru para a produção do Justy também no Velho Continente; com a Mazda para a produção de uma série de carros somente para o mercado japonês; com a Nissan para a produção de carros pequenos no Japão; com a VW para a produção  do Volkswagen Rocktan  (ainda outra releitura do SX4) e por fim com a Mitsubishi para produção de carros para o mercado indonésio.

Em 1981, a Suzuki comprou uma das maiores companhias automotivas da India, a Maruti.

O Gêmeo do Veyron

Sabe quem é o irmão gêmeo bivitelino (aquele que não é idêntico) do Bugatti Veyron?

Esse carro aqui:

Quem avistou o pequeno emblema redondo com um B no meio e chutou que é um Bentley, acertou. Afinal, as duas marcas fazem parte do rol de empresas automotivas de propriedade do Grupo Volkswagen, ou seja, era de se esperar.

O que acontece é que o carro acima traz traços na carroceria que lembram o Veyron, e, mais importante, possui o mesmo motor de 16 cilindros em W (W16) do Veyron, de 64 Válvulas. Trata-se de um Bentley Hunaudière 1999, carro conceito da marca de esportivos de luxo. Foi apresentado no Salão Internacional do Automóvel de Genebra, no mesmo ano. Seu motor era um VW 8 litros aspirado naturalmente, que gerava uma potência de 632 cv, bem menor do que os 1000 cv do Bugatti, mas ainda sim potente o suficiente para atingir uma velocidade máxima de 350 km/h. Como base para a carroceria, foi utilizado o chassis da Lamborghini Diablo. A transmissão desse bólido britânico era manual de 5 marchas.

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O seu nome é uma homenagem à reta Hunaudière do circuito automobilístico de La Sarthe, na França, na região de Le Mans, e é normalmente utilizado como parte da corrida das 24 horas de Le Mans. A reta de Hunaudière leva até a localidade de Mulsanne, nome de outro modelo da Bentley. Próximo, fica ainda a cidadela de Arnage, ainda outro nome homenageado pela marca inglesa. Todos esses modelos usam como nome localidades que fazem parte da prova de Le Mans pois a Bentley construiu parte de sua reputação com carros potentes e refinados na década de 1920, com a beleza e a velocidade apresentada por seus automóveis nas 24 horas de Le Mans.

Enfim o Hunaudière acabou nunca sendo produzido pela Bentley e boa parte de seu projeto foi aproveitado, 4 anos depois, para desenvolver o Veyron.

No entanto, se você quiser dirigi-lo, existe um jeito: Tire o velho PlayStation do armário (o PS1 mesmo) e jogue o jogo TOCA World Touring Cars. O Hunaudière é um dos carros que são liberados depois de você terminar o jogo, sei lá, umas 44 vezes.

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