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Sucessor do Veyron será Flex

Apresentado de maneira oficial pela marca francesa em Molsheim recentemente, o carro terá carroceria sedã e será denominado Bugatti Galibier 16C. O veículo deverá entrar em produção durante esse ano. No entanto, sua comercialização se dará somente em 2013.

Só para sorrir – dentro do possante, é claro – o sujeito terá de desembolsar 1,3 milhões de Euros. Não posso nem imaginar por quanto ele será vendido aqui, o que, chuto eu, acontecerá lá por 2014. Cinco milhões? Seis milhões? Sete? Algo me diz que não será muito menos do que isso…

Assim como o Veyron, o Galibier é inspirado no primeiro bólido da marca possante, o Type 35.

Bugatti Type 35 de 1924

O carro terá um visual bonito e classudo, e o sedã de quatro portas trará a grade em formato de arco que é típica dos Bugattis. Embora nem todos gostem do Veyron, o Galibier será, em termos estéticos, um upgrade. Embora em termos mecânicos ele fique um pouco atrás de seu predecessor. O propulsor será o mesmo W16, mas com 200 cavalos a menos: o motor do Galibier terá 800 cv de potência, e seu combustível poderá ser tanto gasolina quanto etanol, transformando-o no primeiro superesportivo flexfuel. Aliás, acho que não existem nem “esportivos” que sejam flex… Porém, sua velocidade máxima deverá ficar na casa dos 360 km/h, bem distante dos 409 alcançados pelo Veyron. Mais distante ainda dos 431 km/h atingidos pelo Veyron Super Sport.

Mesmo tendo um visual elegante, trará algumas bizarrices. Por exemplo: o monstruoso motor será dianteiro, e o capô que o protegerá será bipartido. O vidro traseiro, acompanhando a tendência, também será dividido em dois. E o carro possuirá nada menos do que oito escapes, quatro de cada lado!

As linhas externas do carro, que podem ser classificadas até de chamativas, contrastam com a sobriedade e o minimalismo interno. No painel central, apenas um relógio Parmigiani que pode ser retirado de seu orifício e usado diretamente no pulso.

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Agora, depois de ler tudo isso e olhar as fotos, provavelmente o leitor mais atento percebeu o que é o Galibier: Um Porsche Panamera incrementado e com muito mais luxo (e um pouco mais de potência).

“O carro mais rápido do mundo”

E o título vai para…(antes que vocês tentem adivinhar, não, não é o Bugatti Veyron).

É o Ultimate Aero TT, fabricado pela SSC (Shelby Super Cars). Embora o nome soe familiar, não há nenhuma relação de parentesco entre ele e Caroll Shelby, o pai do AC Cobra e do Mustang Shelby Cobra.

Para vocês, nesse fim de fim-de-semana, um gostinho de 5 minutos do carro mais veloz do mundo.

 

Repararam nas aspas do título do post? Bem, é porque na verdade o SSC Ultimate não é o carro mais rápido do mundo. É…quase isso. Ele é mais rápido que o Bugatti Veyron, embora seja menos rápido do que o Bugatti Veyron Super Sport. Mas, de qualquer jeito, valeu o vídeo, não valeu!? Num próximo post, eu conto tudo sobre o Ultimate Aero TT, prometo.

Só na parceria…

A grande notícia do dia do mercado automotivo mundial é o anúncio da aliança GM-PSA (Peugeot Citroën).

De acordo com informações da Reuters publicadas às 14h15,

“A unidade europeia da General Motors, Opel, anunciou nesta quarta-feira que o grupo norte-americano formou uma parceria estratégica global com a francesa PSA Peugeot Citroen, com foco no compartilhamento de plataformas de veículos e em compras conjuntas.

As montadoras afirmaram que a PSA vai levantar cerca de 1 bilhão de euros em um aumento de capital e que a GM vai ficar com uma participação de 7 por cento no grupo francês.

As empresas vão explorar áreas para novas cooperações, como logística integrada e transporte.

General Motors e PSA esperam que as sinergias a serem criadas com a aliança sejam de 2 bilhões de dólares anualmente dentro de cerca de cinco anos”.

Veja outras parcerias, fusões e alianças entre marcas automotivas:

As duas grandes do mercado funcionam como grupos de marcas, e isso é assim desde a década de 1950:

Dessa maneira, a Ford engloba a divisão de luxo Lincoln e costumavam deter a divisão de carros mais simples Mercury, sendo que o posicionamento de mercado da marca Ford ficava num intermédio entre as duas marcas. Em 2011, a Mercury foi descontinuada. Em 2000, o Ford Group comprou várias grandes marcas e passou a ser o proprietário da Land Rover, Jaguar, Volvo e Aston Martin. O grupo ainda possuía 25% da Mazda e 10% da Kia Motors. Nos 7 anos subsequentes, porém, vendeu a Land Rover e a Jaguar para os indianos da Tata, a Volvo para os chineses da Geely e ficou com 3,5% da Mazda e cerca de 5% da Aston Martin. A Kia é hoje totalmente sul-coreana e propriedade da Hyundai , que, por sua vez, nos anos noventa era, em parte, propriedade dos japoneses da Mitsubishi (18%). Em 2008 a Ford comprou a indiana Mahindra.

Já a GM possui mais subdivisões: a divisão de alto luxo Cadillac, a divisão de médio luxo Buick, a divisão mais simples Chevrolet e a divisão de picapes e caminhonetes GMC. As marcas Saturn e Geo, duas divisões de carros médios, que ficavam mais ou menos no mesmo patamar da Chevrolet, acabaram por desaparecer, respectivamente, em 2010 e 1997. Em 2004, outra das tradicionais marcas do grupo, a Oldsmobile, também desapareceu.Por fim, em 2010, foi a vez da Pontiac, marca da GM dos célebres GTO, Trans-Am e Firebird, ser fechada. Na Europa, a GM é dona da Opel (assim como das subsidiárias gêmeas, a australiana Holden e a inglesa Vauxhall), e costumava possuir ações da falida sueca, SAAB.

A terceira grande empresa automotiva americana, a Chrysler, também possui subdivisões. São elas a Dodge e a Jeep. No passado, uma série de outras marcas foi produzida pela Chrysler. A mais famosa era a Plymouth, que deixou de existir em 2001.

Em 1998, a  DaimlerBenz comprou a Chrysler. A marca alemã já possuía a marca de altíssimo luxo Maybach e a marca de carros superhipercompactos que parecem brinquedos, Smart. Em 2007, eles decidiram que a Chrysler trazia mais prejuízo do que qualquer outra coisa, e colocaram a marca americana à venda. Em 2009, a Chrysler foi adquirida pela FIAT, e com isso, os italianos agora detém, por tabela, todas aquelas marcas do grupo. A Fabbrica Italiana ainda possui as marcas Alfa Romeo, Lancia, Ferrari e Maserati.

Os alemães da Volkswagen são donos da Audi, Lamborghini, da tcheca Skoda, da espanhola Seat, da Bentley e  da marca de supercarros francesa Bugatti. Os bávaros da BMW são os donos da Rolls-Royce e da Mini.

Na França, a Peugeot e a Citroën, que acabaram de ser compradas pela GM (ler notícia acima), se uniram em 1974, quando a Peugeot comprou 33% da Citroën. Sobrou para a Renault, que em 1999 se uniu aos japoneses da Nissan (e de quebra à marca de luxo Infiniti). A Renault também é proprietária da romena Dacia, e aqui no Brasil comercializa seus automóveis Sandero, Logan e Duster.

Na terra do sol poente, a Honda possui a marca de luxo Acura (vendida em todo o resto do mundo exceto por aqui, parece), e foi a primeira a lançar uma iniciativa assim, em 1986. Sua arquirrival Toyota seguiu seus passos  e em 1989 lançou a Lexus. Depois, em 1992, comprou a maior parte da Daihatsu e em 2002 lançou a marca-jovem Scion.

Ainda do Japão, a Suzuki seria a “amiga da rapaziada”: já se juntou a praticamente tudo que é marca, e fez parceria com GM para produção de carros nos mercados europeu, britânico, americano, canadense, neozelandês e australiano; com a Fiat para produção do Sedici na Europa (vendido por aqui como Suzuki SX4) ; com a Subaru para a produção do Justy também no Velho Continente; com a Mazda para a produção de uma série de carros somente para o mercado japonês; com a Nissan para a produção de carros pequenos no Japão; com a VW para a produção  do Volkswagen Rocktan  (ainda outra releitura do SX4) e por fim com a Mitsubishi para produção de carros para o mercado indonésio.

Em 1981, a Suzuki comprou uma das maiores companhias automotivas da India, a Maruti.

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