Arquivos da Categoria: Automóveis

Lambo II: A Missão (chinesa)

Ah!…Essa sim é uma Reventón!

Em abril de 2009, o Jalopnik americano publicou uma história de um maluco chinês que criou sua própria Lamborghini Murciélago, com 3 mil dólares e um Nissan 300 ZX.

Agora, o S-H traz para vocês a história de um segundo maluco chinês (e existem bilhões deles, acredite) da cidade de Kun Ming, que criou uma outra Lamborghini (uma Reventón), usando o chassis de outro Nissan: um A31 1995 (mais conhecido como Nissan Altima na América Latina). Para a carroceria, ele usou somente chapas de aço que ele catou em ferros-velhos! E, como inspiração, ele comprou uma miniatura 1:9 do supercarro. O propulsor é um motor supostamente da Lamborghini chamado RB25, mas eu não consegui achar a referência desse motor em carro nenhum da marca italiana, mas sim…em um Nissan, o que aumenta a minha suspeita de que na verdade nem o motor é italiano nesse carro! O superfalso Reventón saiu pela bagatela de 13 mil dólares. Você compraria um??

Leventón

Pelo menos tem “Lambo Doors”

O interior suntuoso da Reventón Made In China e seu dono orgulhoso

Lamborghini Reventón na calçada

Agora “só” falta pintar…

(fotos: cortesia do site Imagine China)

Instagram + Mansory + Rolls Royce

A Mansory, preparadora premium de carros com sede na cidade de Brand, Alemanha, apresentou no Salão de Genebra a sua versão para o já exclusivo Rolls Royce Ghost, na cor Mansory Blau (azul), com detalhes em dourado.

Escolhi o RR Ghost porque nessa semana foi anunciado que a nova operação brasileira da marca acabou de vender seu primeiro veículo no País: justamente um Ghost, que custou meros 2,3 milhões de reais.

Vejam o que o papi sortudo em questão pode fazer com seu veículo:

Frente e lateral do RR Ghost, retratada com filtro Kelvin (instagr.am)

Rolls Royce Ghost Mansory, detalhe para a imponente grelha. Foto c/ filtro Rise (Frente e lateral do RR Ghost, retratada com filtro Kelvin [instagr.am])

Lateral do carro, com destaque para as maçanetas douradas da porta suicida e as rodas de aro 22. Filtro Sutro (instagr.am)

Traseira do Ghost. C/ filtro 1977 (instagr.am)

Motos X Carros

Revistas e programas de TV de carros, aqueles mais legais, costumam fazer comparações entre carros de diversos tipos e marcas; e ainda entre franco-atiradores do exército e carros; entre alpinistas e carros; entre cachorros de competição e carros; entre cavalos de competição e carros; entre paraquedistas e carros; entre um avião e um carro; entre powerboats e carros.

Mas, eu nunca vi – e aí me corrijam se estiver errado – ninguém dando muita bola para a maior batalha possível nos asfaltos entre dois veículos diferentes:

Motos vs. Carros!

Pensando nisso, o S-H decidiu mostrar aqui os dois vídeos mais eletrizantes entre embates de carros contra motos.

Afinal: Quem vcs acham que ganha as paradas? (não vale responder depoisde ver os vídeos…) 

Saudade de Algo que Nunca Tive

Um Mitsubishi GTO 1991 do jeitinho que ele saiu da fábrica

Hoje fiquei com saudade de um dos carros mais à frente de sua época que existiam, em minha opinião. O Mitsubishi 3000 GT. Também conhecido como Mitsubishi GTO nos EUA, ele foi o sucessor do Mitsubishi Starion (até hoje um dos carros mais requisitados para tunagem) e, por meio de um acordo entre a Mitsubishi e a Chrysler, que havia nos anos 90, ele foi vendido em terras ianques também sob a alcunha de Dodge Stealth.

Foi lançado em 1990, e possuía três versões: SOHC (comando único de cabeçote) 12V câmbio automático de 4 marchas (a versão mais chulé, digamos). Essa versão desenvolvia míseros 154 cv de potência. A versão intermediária era mais arrojada, com motor DOHC (duplo comando de cabeçote), câmbio manual de 5 marchas, e potência de 213 cv. E a versão mais potente possuía também motor DOHC, câmbio manual de 6 marchas e 268 cv de potência. O motor dessa versão era bi-turbo (TT). Em 1996, essa versão ganhou propulsor ainda mais forte, de 288 cv. Foi então batizada de VR-4, para distinguir da versão anterior twin-turbo. Era item de série o motor 3 litros V6 em todas as versões.

Com tudo isso, a velocidade máxima do cupê japonês era, limitada, a 240 km/h. Mas a versão Twin Turbo, sem limitação, chegava próximo a 300 km/h de máxima (não há fontes precisas, porque ‘tirar’ a limitação era algo feito por pessoas que, ao mesmo tempo, preparavam seus Mits. Mas estima-se que, naturalmente, sem travas de velocidade, o carro chegasse a 292 km/h).

Embora eu seja um fã confesso da Honda (que, à época, lançou o mítico NSX) e o 300 ZX da Nissan (aliás, esse merece um post enorme só sobre ele) seja um dos carros de meus sonhos [ambos eram concorrentes diretos do 3000 GT], tenho que admitir que o design do 3000 GT é o mais atemporal dos três. Se você colocar os três enfileirados (juntos com o outro bólido nipônico da época, o Toyota Supra), ele se sobressairá como o mais atual. Até o belíssimo Subaru SVX, outro de seus concorrentes, tinha um desenho menos inovador.

A beleza tipicamente nipônica, esportiva e futurista do Mit GTO/ 3000 GT

Traseira do GTO trazia aerofólio raso e o nome do modelo centralizado (aqui no Brasil e no Reino Unido se chamava 3000 GT)

Outros pontos que contam à favor do 3000 GT: Era econômico; seu consumo está em torno de 7,7-8 km/l na cidade e 10 km/l na estrada. Para um carro naturalmente aspirado, com motor 3.0 v6 24v, está de bom tamanho. Zero a 100? Após 5.3 segundos.

Não era o carro mais seguro: Airbag, só para o motorista. ABS? Esquece. Em termos de conforto, é aquela velha lenda dos cupês esportivos 2+2. As montadoras falam que cabem 2 pessoas atrás, massss, na verdade as únicas pessoas que cabem (apertadas) no banco traseiro do 3000 GT são o Wee-Man e o Mini-Me.

Voltando ao início do texto – e aqui explico o título poético do post – tenho que confessar que nunca nem entrei dentro de um 3000 GT (talvez em algum Salão do Automóvel, se bem que não me lembro). Nem de um Dodge Stealth. Masss…você, leitor, pode. Não só entrar, como possuir um carro desses. No Webmotors encontrei um exemplar bem conservado e aparentemente nada modificado (coisa rara para um carro desses), de 1991, pela bagatela de R$ 36.000. Trinta e seis mil reais!!! Você não compra nem um JAC com esse dinheiro!!!

Se você se interessou, aqui está o link. O  carro é bordô metálico (a cor é bonita), e até os vidros estão na cor original (algo raríssimo e uma demonstração de extremo bom-senso e bom gosto do proprietário). Ah! Sim; o carro está em São Paulo. E não, eu não sou o vendedor, nem ele é meu amigo ou conhecido.

Para acabar com minha homenagem ao 3000 GT, uma foto de uma viatura policial americana “interceptor” do modelo. Só porque eu sei que os automaníacos da internet amam fotos de viaturas super-rápidas.

280 cavalos te perseguindo, acho que não devia ser um bom negócio

Mustang contra 300C SRT

Vocês se lembram do Drive? Aquele filme animalesco, em que há uma perseguição iradíssima entre um Mustang GT e um Chrysler 300c SRT?

(Se não assistiram o filme, aqui vai a cena)

Bem, no filme – como viram – o protagonista dirige o Ford, então, como era de se esperar, o Mustang vence a parada.

Mas…e na realidade?

Para esclarecer essa dúvida, o S-H foi atrás de alguns vídeos bem mais, digamos, reais.

O Vingador (brasileiro) das Ruas

E não é que o Deus-Trovão brasileiro, filho do todo poderoso Eike “Odin” Batista, 8º mais bilionário do mundo (que deseja ser o maior de todos os bis de Asgard), foi notícia atrás do volante de outro bólido?

Carruagem Assassina de Thor: 640 cv de potência, 0-300km/h em 30 segundos, velocidade máxima 349 km/h.

Após ele “dar PT”  em sua Mercedes-Benz AMG SLR McLaren 2009 que matou o gari Wanderson dos Santos, papai eike deu a ele um carro 0km, cujo modelo não foi divulgado na Folha de hoje.

Mas como é tradição, o S-H identifica os carros para você. O singelo automóvel da vez, apreendido hoje no Rio de Janeiro pois estava sem a placa dianteira, foi uma Ferrari 458 Italia 2010.

Ferrari 458 Italia: 562 cv de potência. Velocidade Máxima: ‘míseros’ 325 km/h

Fico aqui imaginando o diálogo entre Eike e Thor:

- Pô, pai, matei um gari na Mercedes…destruiu toda a frente e o pára-brisa, deu PT.

- Você deu o carro ao PT!??!?!??

- Não pai, matei um gari, o carro ficou detonado…

- Ah, ufa! Tudo bem, thorzinho. Toma aqui 2 milhões de reais e vá comprar uma Ferrari….ouvi dizer que a grade dianteira não é pontuda como a da Mercedes, causa menos estrago. Mas, ei! Não faça isso de novo, hein…senão serei obrigado a te dar um carro mais simples, como um Jaguar ou um Aston Martin.

- Ok, papi.

É…essa história toda me faz lembrar quando bati a lateral da VW Parati 89 CL do meu pai. Ela já tinha seus dez anos de idade, mas meu pai cuidava do carro como se fosse seu bebê. Fiquei duas semanas de castigo sem poder dirigir e outras duas tendo que dirigir com ele do meu lado “para ver como você está guiando”.

Mas, voltando ao Thor, fica uma pergunta no ar:

Para você, leitor: Qual será o próximo carro do Vingador brasileiro a ser apreendido? Qual será a cagada feita por Batistinha?

Em tempo:

Atualizando (13.maio.2012):

– Um dia antes da Ferrari ser apreendida, Thor veio para Gavião Peixoto (SP) participar de uma corrida com o carro. Ele não venceu o páreo (talvez porque não envolvesse zigue-zagues, slalons ou derrubar obstáculos em movimento). Carro ele tinha…

– Hoje acaba de ser noticiado no Blog do Ricardo Noblat, um dos melhores e mais sérios blogueiros (além de um dos mais independentes) de O Globo, que Thor mentiu em seu inquérito sobre a morte de Wanderson. O ciclista-gari estava bêbado? Não sei. Atravessou a avenida de maneira imprudente? Tampouco tenho essa informação. O fato é que a velocidade que ele disse que estava era uma, e a apontada pela perícia era outra. Só o fato de você estar ziguezagueando com um carro de 640 cv já torna difícil a condução em velocidades lícitas (no caso, 110 km/h).

Na Estrada: Os carros

Vingadores? Novo Batman? Que nada…O filme de 2012 que eu estou esperando ansiosamente para ver é a adaptação para as telonas de “Pé Na Estrada”, livro de Jack Kerouac que foi a pedra fundadora do movimento beat. É um dos livros mais influentes entre os jovens universitários norte-americanos até hoje.  Publicado em 1957, influenciou ninguém menos do que Bob Dylan, Tom Waits, Jim Morrison e o pai do gonzo-jornalismo, Hunter S. Thompson.

Nele, uma turma de jovens (que se encontra e desencontra pelos Estados Unidos) na década de 1940 desbrava as estradas de um país vivendo a euforia rodoviária. Existem três cidades que são constantes nas cinco viagens pelo continente feitas por Paradise e sua gang durante o livro: San Francisco, na Califórnia; Denver, no sopé das Montanhas Rochosas, Colorado e Nova York, na costa oposta a “Frisco”.

Os automóveis (assim como os caminhões e ônibus – todos meios de transporte dos protagonistas) viviam um momento de forte inserção e popularização na sociedade americana. A guerra já acabara, os EUA venceram, e os jovens queriam mais é conhecer melhor os 8 milhões de km² continentais do país. O grupo é encabeçado por Sal Paradise (alter-ego do autor), seu ídolo e muso Dean Moriarty (eu sei, soa meio estranho, mas é a pura verdade. Devo dizer, porém, que os dois estavam sempre vivem aventuras atrás de garotas) e um bando de outros jovens que depois se tornariam figuras importantes e filósofos da contracultura nos anos 1960, como Allen Ginsberg e William Burroughs. Sabe o lema “Sexo,  drogas e Rock n’ Roll”? É…seus ideias começaram a ser fomentados nas 320 páginas de Pé Na Estrada. Com a diferença que o Rock não existia ainda, a música que eles curtiam era o BeBop, espécie de jazz da década de 1940.

O livro demorou décadas e décadas para ser adaptado à película. Em 1980, Francis Ford Coppola (de “Apocalypse Now” e da trilogia “O Poderoso Chefão”) comprou os direitos para a adaptação do livro para o cinema. O projeto nunca vingou e, no começo dos anos 2000, o cineasta brasileiro Walter Salles (de Central do Brasil e Diários de Motocicleta) adquiriu os direitos para o filme. Começou a filmagem em 2010 e, agora em junho, o filme chega às salas de cinema do mundo inteiro. Além de ser uma história incrível, é um dos filmes mais aguardados de todos os tempos e, ainda por cima, com um brasileiro dirigindo. Para mim, é o campeão do ano na minha lista de filmes aguardados. Por aqui, vai se chamar Na Estrada.

 

Bem, muito bom. Mas…e o que isso tem a ver com carros??? Ora, tudo, caros leitores. O ideal pregado por Kerouac de liberdade vivida nas estradas precisa, ele demanda, um carro. E, ao longo do livro, vários são conduzidos a velocidades prudentes (por Paradise) e a velocidades alucinantes (por Moriarty).  Aliás, a habilidade (e a rapidez) de Moriarty no volante é uma das coisas glamourizadas no livro, o que demonstra a admiração deo protagonista por essa faceta de seu amigo-ídolo-muso. Por fim, um dos sites mais respeitados – e que eu mais curto – sobre automóveis é o Jalopnik (ver lista de links ao lado), cujo nome é uma junção de jalopy (carro caindo aos pedaços) e beatnik (os seguidores dos ideais promulgados em Pé na Estrada).

Não sei no filme como vai ser, mas no livro, esses são os sete carros dirigidos por Sal, Dean & Cia.:

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Curtiu? Então já vá reservando a data para o dia 15 de junho próximo, quando a película estreia no Brasil. Quem sabe até lá você não consegue comprar e ler inteiro o livro? Garanto que você não vai se arrepender…

PS: No ano que vem sai outro filme esperadíssimo (por mim, rs): RUSH, do diretor Ron Howard (de O Código Da Vinci, Uma Mente Brilhante, A Luta pela Esperança, Apollo 13, Coccoon, entre outros) que conta a história de uma das maiores rivalidades da Fórmula 1 dos anos 1970: entre o britânico James Hunt (interpretado por Chris Hemsworth, o Thor) e o austríaco Niki Lauda (Daniel Brühl, de Adeus Lênin). 

Pequeno, mas serve perfeitamente!

O Fiat 500 está arrebatando corações de aficionados por carros. Pessoas geralmente propensas a serem ardorosas defensoras de superesportivos estão caindo nas graças do cinquecento. Primeiro, o TwinAir do 500 (2 cilindros e turbo) ganhou o prêmio da revista especializada Engine Technology International como o melhor motor do mundo em 2011.  Depois, veio o papa dos autoentusiastas, o inglês Jeremy Clarkson, que afirmou que o motor da versão TwinAir é o melhor motor do mundo.

Motor TwinAir com 900 cc, dois cilindros e Turbo

Como se não bastasse, um artigo do The New York Times se derreteu pelo Abarth 500, versão envenenada do Fiat, com 160 cv.

E agora, é o S-H. Sim, leitores, eu dirigi o pequeno notável da Fiat recentemente, e tenho o prazer de publicar mais uma das minhas apaixonadas – ainda que amadorísticas – avaliações.

Minhas impressões sobre o ato de dirigir um 500:

A primeira coisa que se nota é o conforto. Não o conforto no estilo Cadillac da coisa, ou ainda no estilo Mercedes-Benz, com massageadores de coluna e assentos aquecidos. Nada disso no 500. Porém a posição de dirigir, o grip do volante, o revestimento do banco do motorista e os estilizados mostradores deixam o condutor com a impressão de que o carro foi formatado para ele. Que, no caso, pertencia a um amigo do meu pai, mais alto – e mais largo – do que eu. Mesmo assim, era como se um invisível alfaiate italiano tivesse tirado minhas medidas rapidamente e confeccionado o carro para mim, de modo que, logo que entrei no carro e agarrei o volante (que é – permitam-me – uma delícia) me senti da maneira como sempre achei que um motorista deve se sentir ao testar um carro: Pronto para girar a chave e pisar no acelerador, sem que antes tenha que ajustar o modo de tração, o banco, o retrovisor, o navegador, o computador de bordo, e milhares de outros ajustes que demandam um curso prévio de 720 horas.  Resumindo: No 500, você se sente num cockpit confortável, como se fosse dirigir uma versão topo de linha de um carrinho de bate bate com motor de autorama envenenado. 

Interior do Fiat 500 com destaque para o volante quase-perfeito, o mostrador bonito e direto-ao-ponto e o câmbio DualLogic

Depois de engatada a primeira, o carro grita, logo pedindo o engate da próxima marcha. Vem a segunda marcha e o veículo se desloca de maneira livre e ágil pelo asfalto. Quando chega a hora de se engatar a terceira, é uma delícia, pois o carro mostra toda a lepidez típica de um pocket rocket, sendo que na quarta as coisas estão devidamente amaciadas e…infelizmente não tive tempo de engatar a quinta marcha.

O carro que guiei tinha um motor 1.4 (8V) e câmbio DualLogic Semi-Automático de 5 marchas. Aliás, o engate das marchas merece menção especial: o câmbio é muito suave e muito preciso. A marcha entra facilmente, e o carro responde de imediato.

Em termos de motor, o desempenho e o próprio câmbio DualLogic semi-automático são similares ao do CVT que equipava os primeiros Fit. O motor dos primeiros Fit vendidos por aqui e equipados com câmbio CVT (o qual, por sinal, é o carro que dirige esse que vos escreve no dia-a-dia) é 1400 cc, igual ao do Fiat. Porém, o 1.4 do 500 é mais apimentado. E mais saboroso, dando muito mais emoção ao motorista.

Acabei não perguntando quanto foi pago pelo pequeno (modelo 2011/12), charmoso e veloz italiano que guiara. Imagino, com base na tabela FIPE, que fique em torno de R$ 40 mil reais, que é um preço ótimo para esse carro. Aliás, vou mais longe: É o carro com preço mais justo do País.

Por isso eu, depois da noite em que guiei o pequeno italianinho, estou engordando o porquinho. Já sei qual vai ser o meu próximo carro.

A história como algo a não se repetir

Rendering da nova SUV da Lamborghini, cujo nome provável será Deimos

(post atualizado em 23/04/2012)

Revistas automotivas do mundo inteiro soltaram a notícia: “Lamborghini revela detalhes de seu SUV, o Deimos Urus, a ser apresentado no Salão de Pequim”.

Bem, vamos por partes:

No comecinho de fevereiro último, a Road & Track já mostrava renderings de como deveria ser o esportivo utilitário da marca italiana do touro bufante. E, me desculpem, mas esse não será o primeiro SUV da Lambo.

O primeiro utilitário esportivo da marca de Sant’Agata foi o LM002, um dos carros mais feios produzidos na história. Quer a ficha completa? Trem-de-força: Câmbio manual de 5 marchas e Motor 5.2 V12 48V com 444 cv, emprestado da célebre Countach, aquela cujos pôsteres disputavam espaço com a Luma de Oliveira nas paredes dos quartos dos pré-adolescentes (e adolescentes) nos anos oitenta.

Olha que charme de SUV

Carroceria inteira de aço tubular, com painéis de alumínio rebitados. Distância entre eixos de 4,8 metros; 1,85 de altura e 2 metros de largura. Peso: exorbitantes 2,7 toneladas.
Entrou em produção em 1986, época áurea na carreira do ator Sylvester Stallone, que agraciava as telas com obras-primas como Falcão, Stallone: Cobra, e, é claro, Rocky III e Rambo II (A Missão). Por causa disso, o jipe italiano ganhou a bonitinha alcunha de “Rambo Lambo”.

Versão cabine estendida da LM002

Rambo Lambo foi produzida até 1993: durante estes sete anos, 328 unidades foram produzidas. O carro se tornou queridinho dos Sheiks do Oriente Médio, com sua mistura de luxo interno, potência e pneus Pirelli Scorpion aro 17, que garantiam boa aderência nas areias do Deserto da Arábia.

O interior da LM002 até que devia ser bem confortável.

Em 1988, um time de engenheiros italianos tentou inscrever uma LM002 no Rali Paris-Dakar, mas o enorme peso do carro impossibilitou o feito. No mesmo ano, porém, participou do Rali dos Faraós, pilotada pelo ás dos ralis italiano, Sandro Munari.

Em 2007, o jipe italiano figurou na lista da revista TIME como um dos piores carros de todos os tempos, graças a sua inigualável “beleza” e à reputação de seus clientes.Resta agora esperar que a Deimos se saia melhor nas especificações – e na beleza externa – do que a famigerada LM002. Mas olhando de novo para os rascunhos do Lambo SUV, acho que o pessoal do touro de turim aprendeu a lição…

Bela dianteira!

PS: Qualquer dia conto a história do *outro* SUV da Bentley…
Assim como o Deimos não vai ser o primeiro SUV da Lamborghini, esse jipe Bentley apresentado em Genebra agora no começo do ano também não foi o primeiro utilitário esportivo da marca inglesa.

PS II: Pessoalmente, eu acho uma enormíssima cagada o que está fazendo a Lamborghini. Assim como achei e continuo achando uma cagada o que fez a Porsche, e acho o Cayenne um dos carros mais estúpidos do mundo. Compra logo um 911, caramba! (Ou até um Boxster, ou um Cayman).
Superesportivos são carros incomuns, “à parte”, especiais, únicos, velozes, ágeis. ÁGEIS!!!! 
Um SUV *não* é incomum, *não* é especial, *não* é único e, por Deus, *não* é ágil!!!!
Não me levem a mal…SUVs são carros muito confortáveis. É uma categoria ótima de carros para americanos de, digamos, 300 kg (o que é quase a maioria da população) e paulistanos que se sentem no direito de, por estarem dentro de um jipe, avançarem sobre o direito dos outros nas ruas. Ah! É bom também para levar as crianças na escola, claro. E peruas emperiquitadas e botoxadas e siliconadas até a Oscar Freire.

PSIII: Daqui há alguns anos, começam a pipocar as primeiras SUVs Ferrari no estacionamento VIP do Shopping Cidade Jardim. Pretas e pratas, claro, porque a originalidade de 99% das pessoas que as comprarão é menor do que a dos projetistas da Geely. Blindadas, com certeza. Eu temo pelo futuro.

Carro + Bebida=….Hot Rods???

Sabem como foram criados os primeiros hot-rods? Durante a lei seca, bebuns inveterados dos estados do sul dos EUA não agüentavam ficar sem sua birita. Uísque. Bourbon, para ser mais exato, que é o uísque feito à base de milho.

Pois bem. A Lei Seca americana, como qualquer um que tenha visto “Os Intocáveis” sabe, determinava que a manufatura e venda de bebidas alcoólicas era proibida por lei. Seus infratores eram tratados como criminosos comuns e seu destino, quando pegos, era, invariavelmente, o xilindró.

A proibição nos EUA começou a valer por volta da década de 1840 e começou a perder força só na década de 1930, com o apoio de políticos importantes, como Franklin Roosevelt (que, logo depois que ajudou a acabar com a proibição ao álcool, elegeu-se presidente!).

Pois bem: na década de 1920, as pessoas começaram a criar adaptações ao veto à bebida. Os estados sulistas, grandes produtores de bourbon, então, começaram a criar bólidos mexidos, que eram dirigidos rapidamente, por estradas de terra, à noite. A bebida era contrabandeada num compartimento secreto abaixo do assoalho dos carros. Em geral, eram Ford T modificados, e seus comandos de válvulas (popularmente chamados de bielas, ou rods em inglês) aumentavam a potência dos carros.

Um Hot Rod construído a partir de um Ford Modelo T

Imagine o cenário: carros de polícia perseguindo, pela madrugada afora, em alta velocidade, Ford T’s em longas estradas de terra em meio a milharais vastos e infinitos. Deve ter sido uma época incrível!

Na década de 1930, os Ford Coupé passaram a ser os mais adotados para essa prática.

Um Ford Cupê 1932 Hot Rod

Com o tempo, os policiais começaram a mexer em suas viaturas, para poder alcançar os contrabandistas, e a febre dos hot rods se instalou por todo aquele país. Um lugar no qual os jovens foram muito impactados por esses carros foi o sul da Califórnia, como demonstrado no vídeo do último post.

Em 1948, a revista Hot Rod foi lançada nos Estados Unidos, e, até hoje, é considerada uma importante publicação do jornalismo automotivo americano, ainda que não tenha o mesmo prestígio internacional de Road&Track e de Car and Driver.

Alguns anos depois, e os rachas seriam imortalizados e romantizados, com James Dean ao volante de um Chevrolet Special Deluxe 1941 em Juventude Transviada, de 1955.

Atualmente, o termo “Hot Rod” é aplicado para qualquer carro que apresente uma grande potência e atinja altas velocidades por meio da modificação de um ou mais componentes originais. Ainda assim, em inglês britânico, o termo é usado para se referir a qualquer carro muito rápido, ou seja, a um bólido.

Existem outras versões para a origem do termo, mas essa parece ser a mais aceita. Nos últimos anos, tanto o Discovery Channel quanto o The History Channel fizeram documentários muito legais sobre o tema, como esse aqui.

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