Arquivos Mensais:maio 2012

Voa, Webber!

Como homenagem à vitória de Mark Webber, da Red Bull, no GP de Monaco de hoje - o que faz dessa temporada da F1 a mais equilibrada de todos os tempos nos 63 anos da categoria - vou postar aqui umas pérolas aéreas do ‘Australiano Voador’:

Em 1999, nos treinos para as 24 horas de Le Mans, o carro de Webber perdeu estabilidade após o solavanco causado por uma depressão na reta Mulsanne (de onde ele decolou após atingir 315 km/h), e seu carro simplesmente voou por cima da pista. Detalhe: ele fez praticamente a mesma coisa no treino do dia anterior. Detalhe 2: Seu companheiro de equipe, o escocês Peter Dumbreck, também voou, de maneira ainda mais drástica, e foi parar nas árvores depois do guard-rail!

Detalhe para o acidente de Webber:

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Webber falando sobre seu acidente e replay do acidente de Dumbreck (obs: infelizmente não há filmagens do acidente de Webber):

Muito bem, não aconteceu nada com ele, e o cara saiu ileso de sua aventura no ar. Tudo certo, até que…

Onze anos depois, no GP da Europa de 2010, eis que o australiano decide que é hora de voar novamente, e, pouco antes da curva 13, acerta a traseira da Lotus de  Heikki Kovalainen a 198 km/h e…

O hómiii voooooa se deixarem!!!

Ele é um bom piloto, e aparenta ser um dos caras mais legais da F1. Achei ótima a vitória dele, pelo ineditismo do fato (de haver seis vencedores diferentes nas seis primeiras provas da temporada).

Mas hoje Webber venceu, em grande parte, por conta da cag*** de Schumacher na última corrida, o que lhe custou a pole position que conquistou nos treinos de ontem. Tivesse o alemão largado em primeiro, e a história seria diferente.

Instagram + Mansory + Rolls Royce

A Mansory, preparadora premium de carros com sede na cidade de Brand, Alemanha, apresentou no Salão de Genebra a sua versão para o já exclusivo Rolls Royce Ghost, na cor Mansory Blau (azul), com detalhes em dourado.

Escolhi o RR Ghost porque nessa semana foi anunciado que a nova operação brasileira da marca acabou de vender seu primeiro veículo no País: justamente um Ghost, que custou meros 2,3 milhões de reais.

Vejam o que o papi sortudo em questão pode fazer com seu veículo:

Frente e lateral do RR Ghost, retratada com filtro Kelvin (instagr.am)

Rolls Royce Ghost Mansory, detalhe para a imponente grelha. Foto c/ filtro Rise (Frente e lateral do RR Ghost, retratada com filtro Kelvin [instagr.am])

Lateral do carro, com destaque para as maçanetas douradas da porta suicida e as rodas de aro 22. Filtro Sutro (instagr.am)

Traseira do Ghost. C/ filtro 1977 (instagr.am)

Motos X Carros

Revistas e programas de TV de carros, aqueles mais legais, costumam fazer comparações entre carros de diversos tipos e marcas; e ainda entre franco-atiradores do exército e carros; entre alpinistas e carros; entre cachorros de competição e carros; entre cavalos de competição e carros; entre paraquedistas e carros; entre um avião e um carro; entre powerboats e carros.

Mas, eu nunca vi – e aí me corrijam se estiver errado – ninguém dando muita bola para a maior batalha possível nos asfaltos entre dois veículos diferentes:

Motos vs. Carros!

Pensando nisso, o S-H decidiu mostrar aqui os dois vídeos mais eletrizantes entre embates de carros contra motos.

Afinal: Quem vcs acham que ganha as paradas? (não vale responder depoisde ver os vídeos…) 

Saudade de Algo que Nunca Tive

Um Mitsubishi GTO 1991 do jeitinho que ele saiu da fábrica

Hoje fiquei com saudade de um dos carros mais à frente de sua época que existiam, em minha opinião. O Mitsubishi 3000 GT. Também conhecido como Mitsubishi GTO nos EUA, ele foi o sucessor do Mitsubishi Starion (até hoje um dos carros mais requisitados para tunagem) e, por meio de um acordo entre a Mitsubishi e a Chrysler, que havia nos anos 90, ele foi vendido em terras ianques também sob a alcunha de Dodge Stealth.

Foi lançado em 1990, e possuía três versões: SOHC (comando único de cabeçote) 12V câmbio automático de 4 marchas (a versão mais chulé, digamos). Essa versão desenvolvia míseros 154 cv de potência. A versão intermediária era mais arrojada, com motor DOHC (duplo comando de cabeçote), câmbio manual de 5 marchas, e potência de 213 cv. E a versão mais potente possuía também motor DOHC, câmbio manual de 6 marchas e 268 cv de potência. O motor dessa versão era bi-turbo (TT). Em 1996, essa versão ganhou propulsor ainda mais forte, de 288 cv. Foi então batizada de VR-4, para distinguir da versão anterior twin-turbo. Era item de série o motor 3 litros V6 em todas as versões.

Com tudo isso, a velocidade máxima do cupê japonês era, limitada, a 240 km/h. Mas a versão Twin Turbo, sem limitação, chegava próximo a 300 km/h de máxima (não há fontes precisas, porque ‘tirar’ a limitação era algo feito por pessoas que, ao mesmo tempo, preparavam seus Mits. Mas estima-se que, naturalmente, sem travas de velocidade, o carro chegasse a 292 km/h).

Embora eu seja um fã confesso da Honda (que, à época, lançou o mítico NSX) e o 300 ZX da Nissan (aliás, esse merece um post enorme só sobre ele) seja um dos carros de meus sonhos [ambos eram concorrentes diretos do 3000 GT], tenho que admitir que o design do 3000 GT é o mais atemporal dos três. Se você colocar os três enfileirados (juntos com o outro bólido nipônico da época, o Toyota Supra), ele se sobressairá como o mais atual. Até o belíssimo Subaru SVX, outro de seus concorrentes, tinha um desenho menos inovador.

A beleza tipicamente nipônica, esportiva e futurista do Mit GTO/ 3000 GT

Traseira do GTO trazia aerofólio raso e o nome do modelo centralizado (aqui no Brasil e no Reino Unido se chamava 3000 GT)

Outros pontos que contam à favor do 3000 GT: Era econômico; seu consumo está em torno de 7,7-8 km/l na cidade e 10 km/l na estrada. Para um carro naturalmente aspirado, com motor 3.0 v6 24v, está de bom tamanho. Zero a 100? Após 5.3 segundos.

Não era o carro mais seguro: Airbag, só para o motorista. ABS? Esquece. Em termos de conforto, é aquela velha lenda dos cupês esportivos 2+2. As montadoras falam que cabem 2 pessoas atrás, massss, na verdade as únicas pessoas que cabem (apertadas) no banco traseiro do 3000 GT são o Wee-Man e o Mini-Me.

Voltando ao início do texto – e aqui explico o título poético do post – tenho que confessar que nunca nem entrei dentro de um 3000 GT (talvez em algum Salão do Automóvel, se bem que não me lembro). Nem de um Dodge Stealth. Masss…você, leitor, pode. Não só entrar, como possuir um carro desses. No Webmotors encontrei um exemplar bem conservado e aparentemente nada modificado (coisa rara para um carro desses), de 1991, pela bagatela de R$ 36.000. Trinta e seis mil reais!!! Você não compra nem um JAC com esse dinheiro!!!

Se você se interessou, aqui está o link. O  carro é bordô metálico (a cor é bonita), e até os vidros estão na cor original (algo raríssimo e uma demonstração de extremo bom-senso e bom gosto do proprietário). Ah! Sim; o carro está em São Paulo. E não, eu não sou o vendedor, nem ele é meu amigo ou conhecido.

Para acabar com minha homenagem ao 3000 GT, uma foto de uma viatura policial americana “interceptor” do modelo. Só porque eu sei que os automaníacos da internet amam fotos de viaturas super-rápidas.

280 cavalos te perseguindo, acho que não devia ser um bom negócio

Mustang contra 300C SRT

Vocês se lembram do Drive? Aquele filme animalesco, em que há uma perseguição iradíssima entre um Mustang GT e um Chrysler 300c SRT?

(Se não assistiram o filme, aqui vai a cena)

Bem, no filme – como viram – o protagonista dirige o Ford, então, como era de se esperar, o Mustang vence a parada.

Mas…e na realidade?

Para esclarecer essa dúvida, o S-H foi atrás de alguns vídeos bem mais, digamos, reais.

O Vingador (brasileiro) das Ruas

E não é que o Deus-Trovão brasileiro, filho do todo poderoso Eike “Odin” Batista, 8º mais bilionário do mundo (que deseja ser o maior de todos os bis de Asgard), foi notícia atrás do volante de outro bólido?

Carruagem Assassina de Thor: 640 cv de potência, 0-300km/h em 30 segundos, velocidade máxima 349 km/h.

Após ele “dar PT”  em sua Mercedes-Benz AMG SLR McLaren 2009 que matou o gari Wanderson dos Santos, papai eike deu a ele um carro 0km, cujo modelo não foi divulgado na Folha de hoje.

Mas como é tradição, o S-H identifica os carros para você. O singelo automóvel da vez, apreendido hoje no Rio de Janeiro pois estava sem a placa dianteira, foi uma Ferrari 458 Italia 2010.

Ferrari 458 Italia: 562 cv de potência. Velocidade Máxima: ‘míseros’ 325 km/h

Fico aqui imaginando o diálogo entre Eike e Thor:

- Pô, pai, matei um gari na Mercedes…destruiu toda a frente e o pára-brisa, deu PT.

- Você deu o carro ao PT!??!?!??

- Não pai, matei um gari, o carro ficou detonado…

- Ah, ufa! Tudo bem, thorzinho. Toma aqui 2 milhões de reais e vá comprar uma Ferrari….ouvi dizer que a grade dianteira não é pontuda como a da Mercedes, causa menos estrago. Mas, ei! Não faça isso de novo, hein…senão serei obrigado a te dar um carro mais simples, como um Jaguar ou um Aston Martin.

- Ok, papi.

É…essa história toda me faz lembrar quando bati a lateral da VW Parati 89 CL do meu pai. Ela já tinha seus dez anos de idade, mas meu pai cuidava do carro como se fosse seu bebê. Fiquei duas semanas de castigo sem poder dirigir e outras duas tendo que dirigir com ele do meu lado “para ver como você está guiando”.

Mas, voltando ao Thor, fica uma pergunta no ar:

Para você, leitor: Qual será o próximo carro do Vingador brasileiro a ser apreendido? Qual será a cagada feita por Batistinha?

Em tempo:

Atualizando (13.maio.2012):

– Um dia antes da Ferrari ser apreendida, Thor veio para Gavião Peixoto (SP) participar de uma corrida com o carro. Ele não venceu o páreo (talvez porque não envolvesse zigue-zagues, slalons ou derrubar obstáculos em movimento). Carro ele tinha…

– Hoje acaba de ser noticiado no Blog do Ricardo Noblat, um dos melhores e mais sérios blogueiros (além de um dos mais independentes) de O Globo, que Thor mentiu em seu inquérito sobre a morte de Wanderson. O ciclista-gari estava bêbado? Não sei. Atravessou a avenida de maneira imprudente? Tampouco tenho essa informação. O fato é que a velocidade que ele disse que estava era uma, e a apontada pela perícia era outra. Só o fato de você estar ziguezagueando com um carro de 640 cv já torna difícil a condução em velocidades lícitas (no caso, 110 km/h).

Na Estrada: Os carros

Vingadores? Novo Batman? Que nada…O filme de 2012 que eu estou esperando ansiosamente para ver é a adaptação para as telonas de “Pé Na Estrada”, livro de Jack Kerouac que foi a pedra fundadora do movimento beat. É um dos livros mais influentes entre os jovens universitários norte-americanos até hoje.  Publicado em 1957, influenciou ninguém menos do que Bob Dylan, Tom Waits, Jim Morrison e o pai do gonzo-jornalismo, Hunter S. Thompson.

Nele, uma turma de jovens (que se encontra e desencontra pelos Estados Unidos) na década de 1940 desbrava as estradas de um país vivendo a euforia rodoviária. Existem três cidades que são constantes nas cinco viagens pelo continente feitas por Paradise e sua gang durante o livro: San Francisco, na Califórnia; Denver, no sopé das Montanhas Rochosas, Colorado e Nova York, na costa oposta a “Frisco”.

Os automóveis (assim como os caminhões e ônibus – todos meios de transporte dos protagonistas) viviam um momento de forte inserção e popularização na sociedade americana. A guerra já acabara, os EUA venceram, e os jovens queriam mais é conhecer melhor os 8 milhões de km² continentais do país. O grupo é encabeçado por Sal Paradise (alter-ego do autor), seu ídolo e muso Dean Moriarty (eu sei, soa meio estranho, mas é a pura verdade. Devo dizer, porém, que os dois estavam sempre vivem aventuras atrás de garotas) e um bando de outros jovens que depois se tornariam figuras importantes e filósofos da contracultura nos anos 1960, como Allen Ginsberg e William Burroughs. Sabe o lema “Sexo,  drogas e Rock n’ Roll”? É…seus ideias começaram a ser fomentados nas 320 páginas de Pé Na Estrada. Com a diferença que o Rock não existia ainda, a música que eles curtiam era o BeBop, espécie de jazz da década de 1940.

O livro demorou décadas e décadas para ser adaptado à película. Em 1980, Francis Ford Coppola (de “Apocalypse Now” e da trilogia “O Poderoso Chefão”) comprou os direitos para a adaptação do livro para o cinema. O projeto nunca vingou e, no começo dos anos 2000, o cineasta brasileiro Walter Salles (de Central do Brasil e Diários de Motocicleta) adquiriu os direitos para o filme. Começou a filmagem em 2010 e, agora em junho, o filme chega às salas de cinema do mundo inteiro. Além de ser uma história incrível, é um dos filmes mais aguardados de todos os tempos e, ainda por cima, com um brasileiro dirigindo. Para mim, é o campeão do ano na minha lista de filmes aguardados. Por aqui, vai se chamar Na Estrada.

 

Bem, muito bom. Mas…e o que isso tem a ver com carros??? Ora, tudo, caros leitores. O ideal pregado por Kerouac de liberdade vivida nas estradas precisa, ele demanda, um carro. E, ao longo do livro, vários são conduzidos a velocidades prudentes (por Paradise) e a velocidades alucinantes (por Moriarty).  Aliás, a habilidade (e a rapidez) de Moriarty no volante é uma das coisas glamourizadas no livro, o que demonstra a admiração deo protagonista por essa faceta de seu amigo-ídolo-muso. Por fim, um dos sites mais respeitados – e que eu mais curto – sobre automóveis é o Jalopnik (ver lista de links ao lado), cujo nome é uma junção de jalopy (carro caindo aos pedaços) e beatnik (os seguidores dos ideais promulgados em Pé na Estrada).

Não sei no filme como vai ser, mas no livro, esses são os sete carros dirigidos por Sal, Dean & Cia.:

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Curtiu? Então já vá reservando a data para o dia 15 de junho próximo, quando a película estreia no Brasil. Quem sabe até lá você não consegue comprar e ler inteiro o livro? Garanto que você não vai se arrepender…

PS: No ano que vem sai outro filme esperadíssimo (por mim, rs): RUSH, do diretor Ron Howard (de O Código Da Vinci, Uma Mente Brilhante, A Luta pela Esperança, Apollo 13, Coccoon, entre outros) que conta a história de uma das maiores rivalidades da Fórmula 1 dos anos 1970: entre o britânico James Hunt (interpretado por Chris Hemsworth, o Thor) e o austríaco Niki Lauda (Daniel Brühl, de Adeus Lênin). 

A Maioridade do Luto

Com o risco de me tornar repetitivo (vejam os outros posts sobre o ídolo) deixo aqui três vídeos sobre a vida e a morte de Ayrton Senna. A fatalidade completa hoje 18 anos. Os três filmes homenageiam o piloto e dão dimensão da genalidade do homem.

Um é uma homenagem ao Senna feita pelo imperdível programa de TV inglesa, Top Gear ( sem legendas pois a versão legendada não está completa). Outro é um Globo Repórter especial do Senna, e o terceiro, é um programa brasileiro que se chama “A tragédia de 1º de maio”, que, confesso, desconheço a origem.

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